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sábado, 4 de julho de 2009

Artigo: Ser como uma criança para entrar no reino de Deus


" Traziam-lhes algumas crianças para que as tocasse, mas os discípulos os repreendiam. Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e lhes disse: Deixai vir a mim as criancinhas, não as impeçais, porque delas é o reino de Deus.
Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança, de maneira nenhuma entrará nele.
Então, tomando-as nos braços e impondo as mãos sobre elas, as abençoava".

Marcos 10:13-16
Renata Vieira
Líder Dep. Infantil
Comunidade Cristã Vida Plena


Por muitas vezes ouvi a respeito desta palavra, sobre Jesus e as crianças. E as ministrções que ouvi eram sempre no sentido de mostrar que as crianças são seres puros, ingênuos, logo, sem pecados. E, por esta razão, é que Jesus falava que deveríamos ser como elas para entrarmos no reino de Deus. O que não está errado, pois, sabemos que as crianças são realmente tudo isto, contudo, atualmente, é difícil concluir até que idade isto é verdade.

Mas, não é sobre esta questão que quero tratar, o que me levou a escrever este artigo tem a ver com "receber o reino de Deus como uma criança". Como poderemos receber o reino de Deus como uma criança? Será que é preciso nascer de novo, como nos diz a palavra?

Certa vez estava assistindo a uma aula na faculdade sobre recreação infantil, e a medida que o professor ia falando, minha mente voltava-se para a palavra de Deus, mas especificamente nestes versículos que acabamos de ler. O professor dizia o seguinte: quando alguém nos chama para sair, por exemplo, o que nós respondemos? Ah, preciso ver se o tempo vai estar bom! Que horas vai ser? Quem vai? É pra ir onde? Mas não sei se posso neste horário! Vamos ver!

No entanto, quando colocamos diante de uma criança um brinquedo o que ela faz? -Ela brinca esponteamente, não está preocupada com a hora, com compromissos, se tem que tomar banho, comer, ou qualquer outra coisa.

O que podemos concluir com isto, que nós, adultos, estamos preocupados demais com as nossas vidas e com os nossos afazeres e, mesmo sem intenção, nos comportamos desta maneira quando estamos na presença de Deus. Então o que Deus quer de nós? - Que consigamos, assim como uma criança, nos entregar por inteiro, sem reservas.

Esta mensagem deixo especialmente para os professores cristãos, pois, muitas vezes queremos ensinar às crianças a palavra de Deus, a ter um relacionamento com Deus, porém, nos esquecemos que temos muito mais a aprender com elas sobre estar na presença de Deus.

Deus está de braços abertos para nos receber, assim como recebeu aquelas crianças, cabe a nós mudarmos nosso comportamento diante de Deus para recebê-lo também.

Artigos: Desenvolvimento Infantil


Desenvolvimento Infantil
Idade e Características Correspondentes
Kátia Sueli Cardoso Teles
Psicopedagoga

Cuidar = Educar

1ª Fase – Crianças de 3 a 4 anos

Características Motoras: A atividade motora está em primeiro plano. Há desembaraço, liberdade, espontaneidade, imita facilmente os movimentos que observa nos outros. Entretém-se com jogos sedentários por algum tempo. Desde os 3 anos é capaz de executar jogos de encaixe, construção de torres, recortar papel com os dedos e manipular massas. Os lápis a atraem: rabisca em todos os sentidos. Essa experimentação livre lhe permite descobrir as possibilidades do material e das mãos. Pode usar uma tesoura sem ponta e se esforça para cortar certo. O pincel é um estímulo à pintura livre.

Desenvolvimento Intelectual: Mantém longas conversas e em suas frases entra muito o “eu”. Tem grande interesse pelo mundo que o cerca: quer saber o “como” e o “porquê” das coisas; por isso pergunta sempre. É capaz de contar histórias entremeando a ficção e realidade; usa muito a fantasia e encontra pretextos com muita facilidade.

Desenvolvimento Social: A criança, nessa fase, realiza maior número de contatos sociais. Diverte-se menos com jogos solitários. Não é indiferente à presença de companheiros. Explica-lhe, conta o que está fazendo. Essa conversa ainda não é colaboração, ela ainda é egocêntrica. Entretanto, começa a aceitar brincadeiras mais associativas em grupos pequenos.

Atividades: As atividades a serem desenvolvidas nesta fase são as físicas, recreativas, estéticas, sociais e intelectuais com predominância das três primeiras.

Atividades Físicas: trabalho com o corpo

Atividades Recreativas: jogos (encaixe, quebra-cabeça, memória)

Atividades Estéticas: desenho, pintura, recorte e colagem, dobradura, modelagem, música.

Atividades Sociais: atitudes de cortesia – valores (agradecer, pedir licença, saber pedir, saber ouvir), atitudes de cooperação (trabalhar bem em grupo, ajudar, esperar a vez, ceder a vez, compreender e respeitar os direitos e deveres de cada um), habilidades de disciplina (controlar-se, obedecer, respeitar pais, professores, colegas, pessoas mais velhas).

Atividades Intelectuais: visam a iniciação às ciências, à matemática, à escrita e à leitura de forma natural e assistemática.

2ª Fase – Crianças de 5 anos

Características Motoras: É mais ágil e tem maior controle corporal, melhora o equilíbrio. Maneja o lápis com mais segurança e decisão. Começa a utilizar o desenho como expressão de pensamento (desenha formas sem relação entre si). Desenvolvimento Intelectual: Há aumento da capacidade de conscientização. É mais responsável e mais prática: pode guardar seus brinquedos de forma ordenada. Segue o enredo de histórias com atenção, sendo capaz de repetir
satisfatoriamente muitos trechos. Distingue a mão direita e a esquerda, mas só na sua pessoa. Representações de percepções e ações somente no concreto
(visualizando, pegando).

Desenvolvimento Social: Aos cinco anos a criança torna-se mais sociável. Os desejos dos companheiros começam a ser tomados em consideração, mas ela ainda está em primeiro lugar. Aparece a regra no brincar – jogos. O “faz-deconta” e a representação tendem para uma imitação cada vez mais perfeita do real e acaba sendo o melhor meio das crianças se entenderem (jogo simbólico). Quando as crianças não estão de acordo, preferem resolver suas diferenças a seu modo, sendo dispensável a interferência dos adultos. As discussões ou brigas são mais freqüentes quando envolve material ou propriedade individual.

Atividades: As atividades a serem desenvolvidas são as físicas, recreativas, estéticas, sociais e intelectuais com predominância das quatro primeiras.

3ª Fase – Crianças a partir de 6 anos

Características Motoras: É muito ativa, o ritmo está bem desenvolvido. Equilibra conscientemente o corpo no espaço, tem maior desenvolvimento motor e melhor acuidade visual e auditiva. Gosta de jogos tumultuosos – desafios (quer correr mais que todos, salta o mais alto que pode)

Desenvolvimento Intelectual: Há grande expansão do desenvolvimentointelectual; certo nível de maturidade é atingido e adquire conhecimentosvariados. Gosta de recortar, picotar, ver livros, modelar. Distrai-se com oambiente que o rodeia, mas suas mãos podem continuar trabalhando enquantoobserva o que os outros fazem. Aparece uma primeira forma deresponsabilidade; é capaz de assumir seus atos, mas geralmente encontra ummeio de se desculpar. Tem consciência da bondade e da maldade em si mesma e em seus atos.

Desenvolvimento Social: A partir do sexto ano, a sociedade impõe à criança, novas formas de contato com os outros, novos conhecimentos e novos modelos de comportamento. Consegue organizar-se em grupos cada vez maiores; é muito sociável. Faz questão de não parecer diferente do grupo. É sensível ao estado emocional e tensão de outras pessoas, principalmente dos pais. Não trata bem os irmãos menores sem a supervisão da mãe ou do pai e nem os colegas sem a professora. Precisa de normas (li8mites) para dirigir sua conduta. Gosta de brincar em grupo, porém tem ciúmes dos amigos. Gosta de ser elogiado. É muito mais fácil conseguir dela um comportamento adequado através do estímulo do que pela censura.

Atividades: As atividades a serem programadas são as físicas, estéticas, sociais e intelectuais, desenvolvidas harmoniosamente equilibradas, visando a aquisição de conhecimentos, atitudes e habilidades. As atividades devem ser planejadas para que favoreça o desenvolvimento físico, intelectual, social e espiritual.

Um cuidado especial deve ser tomado pelos educadores para, de forma integral e harmônica, desenvolverem personalidades ajustadas, equilibradas, fundamento essencial para a boa formação. A criança fica de certa forma sujeita ao controle de uma autoridade exterior firme, mas ao mesmo tempo suave, que ela sinta amiga. Faz-se necessário guia-la com dedicada cautela, dando-lhe explicações condizentes com sua idade, ajudando-a a descobrir a real utilidade das coisas. As atividades programadas devem basear-se em suas necessidades e interesses; crianças são ávidas para explorar, experimentar, colecionar, perguntar, aprendem depressa e desejam exibir suas habilidades.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Artigo: Como receber novas crianças na igreja.


Tema: “Como receber novas crianças na igreja”

Kátia Teles (psicopedagoga)



“Ensinar é um meio admirável para aprender”

Jeromer Bruner


“As crianças são como plantas, cujo desenvolvimento futuro é uma conseqüência do tratamento que recebem nos primeiros anos de vida. Por isso elas devem crescer à luz da natureza lançando raízes sobre sua terra, alimentando-se do sue próprio ambiente”.

Frederich Froebel



A interação professor-aluno que ocorre em sala de aula é um processo relacional perpassado pela afetividade, por sentimentos e emoções que afetam os sujeitos e podem favorecer ou não as aprendizagens. Segundo Wallon, a afetividade não é apenas uma dimensão da pessoa, mas a primeira fase de seu desenvolvimento. São de emoção as primeiras manifestações sociais da criança, que permitem o desenvolvimento da linguagem e tornam possíveis as representações.

A afetividade manifesta-se mais pelo contato físico, pelo toque, pelo abraço ou pela voz do parceiro da relação.

Algumas crianças gostam da professora pelo que ela não faz, o que pode ser uma forma de se opor as situações negativas já vivenciadas, por elas próprias, por seus colegas de classe ou em situações de sala de aula, como os gritos e castigos. Estas situações estão retidas na memória das crianças como sentimentos de desrespeito e desvalorização, e podem gerar antipatias, aversões e desmotivação para a aprendizagem.

Dependendo das práticas disciplinares exercidas pelos pais, ou da presença de manifestações de violência na família, as crianças podem desenvolver atitudes mais ou menos agressivas em seus relacionamentos.

Em nossa sociedade, é comum a aplicação do método disciplinar do ataque, da desforra, da coerção física e verbal, no lugar da persuasão, do dialogo, do exemplo, o que acaba por criar uma certa imprecisão entre a indispensável necessidade de impor limites e as ações de maus tratos por parte dos adultos. A violência doméstica que é mantida por um modelo parental agressivo, baseado na coação e no poder, acaba sendo internalizada pelas crianças, que se tornam também agressivas. (Loos et alii, 1999).

Na medida em que, na sala de aula, as crianças percebem que as regras são passiveis de serem discutidas e questionadas, podem desenvolver maior autonomia e reciprocidade, coordenar seus pontos de vista e ações com os de outros membros do grupo. Ao se basearem no respeito mútuo, elas serão mais capazes de expressar sentimentos de aprovação ou de reprovação com relação aos comportamentos manifestados pelos colegas de classe.

Na escola de educação infantil, a criança amplia suas relações sociais e interações, estabelece novas formas de comunicação, de expressão, e troca idéias com outras crianças.

Conforme López (1995), o desenvolvimento da capacidade de relacionar-se com outras crianças, o qual faz parte do processo de socialização, depende das oportunidades de interações em situações diversificadas, favorecidas pelo meio. A socialização é, neste sentido, um processo interativo por meio do qual a crianças satisfaz suas necessidades básicas e assimila a cultura do seu grupo.

A interação grupal proporciona situações para o exercício da cooperação e da solidariedade, da autonomia e do respeito mútuo.




A Formação do Caráter Cristão na Educação Infantil



É importante que professor e aluno tenham um bom relacionamento e para isso, o professor precisa ter uma postura que compreenda:


1. Saber ouvir os membros do grupo;

2. Facilitar a integração do grupo;

3. Não ser intransigente ou repressor;

4. Estabelecer limites para o grupo;

5. Não marginalizar ou rejeitar alguém do grupo;

6. Agir de acordo com suas palavras;

7. Não usar o grupo para seus interesses pessoais;

8. Evitar descarregar os seus problemas no grupo;

9. Ser sincero com o grupo.

É inegável que a criança que tem uma fé alicerçada em Cristo terá seu caráter formado dentro dos padrões espirituais e nesse sentido o departamento infantil é em todos os aspectos um centro de influência positiva.



Referências

Piaget, J. (1994). O juízo moral na criança. São Paulo, Summus.

Vygotsky, L.S. (1993). Inteligência e afetividade da criança na teoria de Piaget. São Paulo, Pioneira.

_______(1959/1986). “Os meios, os grupos e a pscicogênese da criança”. In: Werebe, M. J. G e Nadel-Brulfert, J. (orgs.). Henri Wallon. São Paulo, Ática (Coleção Grandes Cientistas sociais).